sexta-feira, agosto 13, 2010

Retomando o controle

Não reconhecer seu poder pessoal é como
navegar sem rumo pela vida.
Eliane @emrismael www.corearte.com
Não vou contar quantas vezes fico de mau humor porque alguém não atendeu às minhas expectativas. Porque nessa hora, nem me dou conta de que aquela pessoa tem seus próprios anseios e humores. Estabeleço o que é bom pra mim e sigo achando que o meu “bom” serve pra todo mundo. Ora, se eu tenho direito de estabelecer os parâmetros que norteiam a minha vida, por que não dar aos demais o mesmo direito? E mais: por que me irritar quando contrariada? Ao me dar conta disso tudo, volto pro meu eixo. Mas não posso deixar de pensar que, ao permitir que que o meu humor varie em função das escolhas de terceiros, estou terceirizando, também, o controle da minha vida, delegando um poder que deveria ser exclusivamente meu.
Ninguém vive sozinho. É fato. Mas conferir a quem quer que seja poderes capazes de mudar o rumo da minha vida é atitude perigosa. Em todos os sentidos. Primeiro porque enfraqueço a mim mesma ao desconsiderar meu poder interior; segundo, porque fico na dependência do outro, atribuindo a ele sucessos e insucessos; terceiro, sem esgotar a lista, porque deposito no outro um peso desnecessário que não lhe pertence, fazendo com que se sinta sobrecarregado.
Assumir a responsabilidade por meus humores, alegrias e decepções tem me feito resgatar esse poder interno. Tem me permitido, também, carregar apenas aquilo que me pertence, ou seja, minhas próprias responsabilidades. Assim como não posso responsabilizar alguém por minha felicidade, também não posso ser responsável pela felicidade do outro. É peso demais! Resta-me aceitar as pessoas como são, fazendo minhas escolhas e conferindo o poder da minha vida a quem de fato o tem: eu mesma. Amigos continuam sendo o que devem ser: companheiros com quem compartilho minha vida, todos donos de suas próprias vidas.
Se suas atitudes são importantes para o meu crescimento, trazendo-me momentos de tristeza ou alegria, contribuindo para que eu tenha novos insights sobre a vida, isso também é minha responsabilidade. A partir do momento em que resgato meu poder, posso administrar conscientemente meus afetos, usufruindo das relações com mais plenitude e evitando as decepções que fatalmente atravessam a vida de quem ainda não consegue dar conta de si mesmo.

3 comentários:

Anônimo disse...

Isso mostra uma mulher maravilhosa e decidida na autora... adorei o texto... e me ajudou muito...
Obrigado.

Anônimo disse...

Caiu como uma luva.
Obrigada!

gleison disse...

eu gostaria muito de te conhecer eu posso?

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