segunda-feira, agosto 02, 2010

Estou ficando louca!

Você conhece o Ricardo Semler? Preciso falar com ele urgentemente. Se ele pretendia motivar as pessoas com o livro “Você está louco?”, tenho que dizer a ele que, em mim, o efeito foi quase o oposto. Por pouco não fiquei deprimida. Além de administrar um império que cresce cerca de 40% anualmente, a criatura vive uma vida de aventuras, conhecendo lugares do planeta que poucos se atrevem a visitar, arrisca-se como artista e escritor, participa ativamente de instituições de classe por acreditar que tem muito a fazer no processo de construção de um mundo melhor, criou um instituto que pretende revolucionar a educação, desenvolvendo uma metodologia que está modificando a vida de crianças da comunidade de Lumiar e ainda arranja tempo pra ser pai.
E tem mais: já estava esquecendo que ele cuida da sua qualidade de vida, mantém uma intensa vida social e cultural, além de ter sido colunista e radialista, e viajar o mundo buscando novas oportunidades, novos modelos de negócios e palestrando sobre tudo isso que faz. Fiquei sem fôlego, mas não o suficiente para não notar que esse ser humano, ainda por cima, parece atraente. Isso se o photoshop não tiver caprichado muito na capa do livro!
“Você está louco?” deveria ter uma tarja daquelas que vemos nos cigarros com uma advertência do Ministério da Saúde: “Não tente fazer o mesmo, sob o risco de destruir sua vida normal”. Eu dou conta de muitas coisas, mas vivo esbarrando com as limitações impostas pelo tempo, tendo que me perguntar, como na poesia de Cecília Meireles, ou “Isto ou aquilo”. Se invisto muito no trabalho, deixo de lado amigos que ficam insatisfeitos; se resolvo levar a sério a atividade física, falta tempo para o trabalho; abandonei a vela, uma grande paixão na minha vida, por tempo indeterminado; não participo mais ativamente de uma instituição filantrópica à qual sou associada. No meio disso tudo, não posso deixar de ser dona de uma casa e mãe, papéis em que estou sempre tentando melhorar. É preciso ser equilibrista mesmo. Aí vem esse Ricardo e diz que tira isso tudo – e muito mais - de letra. Me desculpem, mas ou ele é mentiroso ou tem poderes superespeciais. Há uma terceira hipótese, mas essa me deixaria realmente deprimida: ele é igualzinho a mim, mas tem organização e foco absurdos, conseguindo realizar absolutamente tudo o que planeja. É isso: preciso conhecer essa criatura! Alguém tem o e-mail dele?

5 comentários:

Giovana Gomes disse...

Eu também duvido de pessoas que fazem muitas coisas. Acredito que essas pessoas contam com um staff muito comprometido e competende, que eliminam tarefinhas bobas que tomam muito nosso tempo.
Certamente ele tem uma secretária bem treinada, uma empregada maravilhosa, etc e tal. E certamente ele também diz não pra muitas situações, focando no que é relevante e traz resultados pra ele.
É um mistério... mas nem tanto. Não dá pra fazer igual, mas dá pra usar como referência, né?
Beijo e obrigada pela linkada!
Gi

Anônimo disse...

Para muitos o dia deveria ter de 34 a 40 horas. Para Samler 24 horas produzem frutos de semanas ou meses.Acho até que a caderneta de poupança deveria render um Ricardo Semler ao ano.Não haveria rendimento melhor para o nosso tão suado dindin.
Outros tantos pelo mundo a fora fazem como ele. Bill Gates é um dos muitos exemplos. Talento, organização, método e pessoas certas(staff) ao lado deles.Acho que o segredo está aí.
Valaci

Silvio Freire disse...

Concordo com os comentários até aqui. Semler certamente tem uma grande habilidade em planejamento de seu tempo e também de gerenciamento dele, seja diretamente ou através de um bom staff pessoal, poucas pessoas bem próximas que respondem diretamente a ele e reagem com iniciativa às situações conhecidas ou não. E, ampliando o círculo, algumas pessoas que respondem ao staff pessoal e não a ele. Mas para isso tem que ter dinheiro.

Mônica disse...

De fato, somos únicos, e cada um tem seu jeito de tocar a vida. Pegando um pouco do que vcs disseram, acho que um pouco de planejamento vai bem, mas junto com a capacidade de agregar à volta pessoas que fazem a diferença. O fundamental mesmo, o próprio Semler escreve nesse livro: é saber a q viemos. Acho q quando conseguimos nos conectar à nossa verdadeira missão as coisas FLUEM... Grande abraço.

Controvento-desinventora disse...

Se te consola. Podemos ir para um blogcômio. Tô dentro, pois depois de imagina-la lendo esse livro, pirei também.

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