sexta-feira, abril 30, 2010

O texto que fluiu

Saiu minha coluna mensal na ABERJE. O assunto? Conversas e os ingredientes essenciais à uma comunicação mais humana, eficaz e prazerosa. Na verdade, escrevi o texto depois de algumas reflexões sobre as dificuldades de relacionamento que acometem todos nós, dentro e fora do ambiente de trabalho. As palavras refletem exatamente não só meus pensamentos e questionamentos daquele instante, mas também minha crença na necessidade de resgatarmos valores essenciais para tornar nossas vidas mais felizes.
Ao acabar o texto, não sabia o que fazer. Fiquei na dúvida se publicava aqui no blog, onde me atrevo a falar de tudo o que sinto, ou na minha coluna mensal da ABERJE. “Falta conteúdo”, pensei. Não é um texto acadêmico, não tem dados concretos e é tão baseado no meu sentir que eu hesitei em publicá-lo no site da Associação. No dia de enviar a coluna, pedi a opinião de um amigo sobre o texto, meio tímida. Ele me encorajou a publicá-lo, julgou-o pertinente e eu enviei, ainda temerosa. Tratei até de sugerir alguma bibliografia que tem me inspirado muito nessas reflexões, “para dar peso”.
Para minha surpresa, recebi, até agora, cerca de 20 e-mails parabenizando o artigo e de forma tão efusiva e sincera que me fizeram refletir sobre os meus próprios pressupostos. É preciso ousar para inovar e contribuir para uma vida mais humana, mais satisfatória para nós mesmos e para os outros. Mas, enredada em minhas próprias armadilhas, custei a lançar minhas crenças genuínas na rede. A contribuição generosa de um amigo ajudou-me a decidir, mas as opiniões sinceras de outros tantos contribuiram com algo decisivo: a decisão de prosseguir nesse caminho que tem me dado tantos motivos para acreditar que podemos, de fato, alcançar o outro. Não podemos prescindir do outro em nossa jornada. Não podemos (ou não devemos?) caminhar sós. O compartilhar torna nossas pernas mais fortes e capazes levarem-nos mais longe. Agradeço, com muito amor, a todos os amigos, que, voluntaria ou involuntariamente, me ajudaram a acreditar mais em mim mesma, num momento em que reviso minhas apostas pessoais e profissionais.

*Por que é tão difícil escutar a si mesmo? Acabei de me fazer essa pergunta e escrevo em breve sobre isso a partir dessa experiência com o texto e com uma rápida incursão numa aula do curso de Biologia Cultural de Humberto Maturana e Ximena D'Ávila.

2 comentários:

HIPOLYTUS disse...

Minha amiga virtual, não tema lançar suas crenças genuínas na rede. Até porque, quando, os nossos propósitos são verdadeiramente do bem o Universo racional ou divino ou sei lá o quê, dá um jeito de nos levar a mares ainda não navegados, mas cônscios de que estamos no rumo certo.
O bem que fazemos aos outros, reflete em nós com um retorno tão maravilhoso que, quase como se fôssemos viciados necessitamos continuar fazendo o bem, se não a 'nóia' aparece e é um caos. Sei que é uma analogia meio louca, mas, costumo ser assim, direto nas minhas 'escrevinhações', indo ao coração dos que me lêem.
Se você, recebeu uns 20 e-mails, sinceros e que parabenizam o seu texto, é porque está no caminho mais do que apropriado.
Você, em dado momento, fala de ousadia e sim, é necessário uma grande dose de ousadia. Até porque, creio piamente, que Deus, é o Deus dos que ousam. Dos que apesar dos medos enfrentam mares revoltos, cientes de que com fé e obstinação, haverão de encontrar bonança.
Não! Não podemos e não devemos prescindir dos outros. O homem, não saberia viver como ermitão (isolado). Ele, precisa d'outro e o outro precisa dele, também.
Revise suas apostas profissionais e pessoais, sim, mas creia. Creia com todas as suas forças que alhures. Bem ali, atrás daquela montanha, haverás de encontrar, não o arco íris, mas o pote da concretização e da satisfação pessoal.
Abraços e bons augúrios.

Mônica disse...

Agradeço, profundamente, as suas palavras. DE trocas em trocas, como essa, enchemos nosso coração e vamos nos afirmando como gente, seres humanos fiéis a nossas crenças e ao amor verdadeiro e divino que existe (e resiste) em nossos corações.

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