domingo, abril 18, 2010

O amor, sempre ele!

Fui a uma livraria, Excelente programa, pra mim. Tenho paixão por livros. Acabei na seção de livros de relacionamento, do tipo homens são de saturno e mulheres são de plutão. Peguei uma pilha desses títulos – cuja seção jamais imaginei tão extensa – e sentei-me no café. Tinha livro que ficava com vergonha de abrir e cheguei a olhar para o lado para ver se alguém reparava no teor dos títulos que repousavam à minha mesa. Alguns conteúdos beiravam o ridículo, na minha forma de ver, obviamente, porque alguns ali já estavam nas 5a edição e outra haviam sido traduzidos para outras línguas.
Mas havia coisas tão óbvias que eu me perguntei o tipo de pessoa que achava que aquelas dicas realmente ajudariam na conquista ou manutenção de um relacionamento. Outros títulos transcendiam o limite da obviedade, para criar ou reforçar paradigmas onde aqueles que desejassem relacionamentos maravilhosos e duradouros deveriam simplesmente se enquadrar. Minha vontade foi de jogar todos no lixo. Sério. Ou então fazer melhor: tentar escrever algo diferente.
Minha irritação vem do fato de eu acreditar que seja impossível seguir regras para construir relacionamentos duradouros. Quer dizer, há passos importantes, sim, mas, a meu ver, uma única lei: o amor. Não há como seguir esses manuais se não amamos primeiro a nós mesmos e depois ao outro. Parece conversa religiosa, mas é verdade. Se quer um relacionamento verdadeiro, escolha o caminho do amor, porque não há outro. E eu não falo só de homens e mulheres, mas de filhos, amigos, empregados. O passo-a-passo ditado pelos livros de auto-ajuda é lindo, mas não adianta de nada se não conseguimos abrir o coração ao outro.
E aí, sinto muito, até que me provem o contrário, não há regras. Há limitações, ensaios e erros de todas as partes, mas tudo passível de revisão e ajuste, quando o coração está aberto. Digo sempre que sou uma eterna aprendiz no assunto, cometo gafes, incomodo minhas amigas para falar de experiências absolutamente banais, fico na dúvida se falo ou não falo sobre o que sinto para outras pessoas... Enfim, ajo como muitos seres humanos do sexo feminino. Mas, quando vou pelo caminho do amor, qualquer erro é perdoável. Tenho aprendido a escutar a voz do coração, mais do que a da vontade e há horas em que ela grita tão alto que não há como ignorá-la.
Ainda assim, tenho muitos momentos de birra, onde não controlo a vontade e esperneio e choramingo dizendo – de formas variadas – quero porque quero. Nessa hora, o mais difícil não é pedir perdão a quem desejo manipular com minha vontades, mas a mim mesma, pelo sofrimento que causo à minha alma.
Por fim, acabei lembrando de um filme bobinho e divertido que vi uma vez, A Verdade Nua e Crua, onde o protagonista joga esses manuais de relacionamento no lixo para substitui-los por um cliché ainda mais simplista, semelhante ao da caça e do caçador. O que acontece no final? O amor. Totalmente piegas, mas, insisto, esse é o único sentimento porque nos podemos deixar dominar, sem medo. Falo do amor genuíno, claro; daquele que, com diferentes variações, preenche nossa existência e permite nossa evolução. E teimo tanto com isso porque estou certa de que esse é um sentimento revolucionário, capaz de mudar o mundo a começar por nós mesmos.

2 comentários:

HIPOLYTUS disse...

Oi Mônica, sou seu contato no Skype, que começa pela letra H.
Estava 'futucando' coisas na internet e me deparei com o seu blog e vendo a postagem: O AMOR, SEMPRE ELE! Pensei, gosto desse assunto, vou meter o bedelho e dar a minha opinião e ai vai:
Livros!!! Eles, são o meu oxigênio. Sem os mesmos, nada sou.
Seção de relacionamentos? Não tem problema (quase amiga). TODOS, serão bem vindos. Sempre acrescentam. É claro que uns, muito mais que outros. Alguns, deixam marcas 'per sempre' e colaboram para uma feliz mutação em noss'ânima.
Já me peguei folheando livros, assim como você e verifiquei a obviedade de assunto e creio que isso se dá até por necessário ser, pois o ser humano, é teimoso em não seguir indicações maravilhosas, mesmo as simples, como a de Jesus, há mais ou menos 2.000 anos: AMAI-VOS UNS AOS OUTROS. Seguísse-mos 'a bichinha' (a frase) e o mundo, já estaria muito melhor.
Concordo com você, Mônica, quando diz que não existem regras para construir relacionamentos duradouros, eu mesmo, já estou casado, já lá se vão 21 anos e somos dois cabeças duras. Só que impera, muito amor pela família; não toleramos mentiras; buscamos transparência em nossas ações; não toleramos fofocas; não nos metemos na vida alheia (nem na de parentes e amigos próximos),a não ser que nos solicitem ajuda; estamos sempre sorrindo e solícitos (e não somos demagogos). As nossas diferenças, vão sendo acertadas no dia a dia, com a convivência e muitas vezes cedendo para podermos seguir adiante (até porque viver num eterno cabo de guerra, é um saco!).
Prá finalizar essas minhas elocubrações matinais, tenho que concordar mais uma vez com você, sim, "l'amour'", é um sentimento revolucionário e o nosso Grande Mestre, bem o sabia e se o homem o aplicasse com mais constância, já estaríamos vivendo a tão propalada Era de Aquarius, onde o amor, a solidariedade, a alegria, a perseverança, a generosidade, a serenidade, a confiança, a tolerância, a verdade e a lucidez, fariam suas moradas tornando-nos mais plenamente realizados e satisfeitos e vivendo o mais próximo possível da palavra: FELICIDADE!

Mônica disse...

Acredito de coração no que vc escreveu. Adorei seu comentário. Volte mais vezes... Abração!

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