quarta-feira, fevereiro 24, 2010

Em sintonia com as mulheres do mundo e de todos os tempos

Círculo da Lua Nova é o nome do grupo do qual fui convidada a participar no domingo à noite. No céu, uma lua linda completava o cenário composto por uma fogueira cuidadosamente alimentada e pela mata exuberante do Alto da Boa Vista. Eram cerca de 30 mulheres entre 3 e 70 anos, entre elas eu, cheia de muitas expectativas por nunca ter participado de algo semelhante.
Foram rituais muito simples de agradecimento ao Universo Criador, de dança, de compartilhar de histórias e energias, que duraram mais de quatro horas. Predominavam as práticas de origem xamânicas, mas havia também uma pitada de outras tradições, como a céltica. Participei de tudo, mas minhas expectativas atrapalharam, devo confessar. Esperava algo semelhante ao que vi em filmes e histórias sobre o que acontecem quando mulheres e bruxas reúnem-se. Saí até um pouco frustrada.
O que me deixou curiosa, no entanto, foi uma estranha irritação que sentia. E uma certeza das coisas da vida, que também não sabia explicar. Naquela noite, estava muito receptiva às mensagens do Universo, mas eu não sabia. Só descobri no dia seguinte, quando acordei como se estivesse de ressaca. A energia das mulheres é transformadora e chegou a mim, além e apesar das minhas expectativas fantasiosas.
Já venho experimentando, há alguns meses, a percepção dessa energia amorosa que une as mulheres do mundo de todas as gerações. Como acredito em sincronicidade, esse foi mais um passo do processo, vindo num convite ocasional e reforçado pelo comentário de um amigo. O fato é que, desde esse dia, sinto um poder que faria inveja a qualquer heroína de filme. E tenho certeza de que ele não é exclusividade minha, mas pertence a todas as mulheres. A reunião em grupos, como o Círculo da Lua Nova, ajuda-nos a lembrar quem somos. E mais, faz com que a soma de todas as energias despertem e fortaleçam aquela que já temos em nós.
Sincronicamente, resolvi acatar uma recomendação no dia seguinte: vi o filme Anticristo, de Lars Von Triers. Posso me apresentar a você, hoje, como uma nova mulher. Mas, sobre o filme, conto no próximo post.

5 comentários:

gigi disse...

Mô, a força do "bando feminino" é mesmo revigorante! Sinto que precisamos sempre estar em contato umas com as outras, para nos energizarmos, equilibrarmos, e dividirmos aquelas coisas que somente nós, mulheres, conseguimos compreender...
Eu, definitivamente, preciso dessa cura!

Sílvia Rocha disse...

OI Mônica,
O círculo foi mágico mesmo.
Só a a imagem de 55 mulheres sentadas em volta do fogo cantando, tocando tambor, abrindo o coração foi curativa.
As transformações são sutis mesmo.
Com o tempo aprendemos a ler o fogo, as estrelas, o canto dos pássaros.
Como faziam nossas ancestrais, este resgate é maravilhoso.
hauss hauss
beijos
Sílvia

Liz Boggiss disse...

Oi Mônica,
Ainda não conheço você, mas sim o Círculo da Lua e certamente são transformadoras as experiências com as mulheres que ali se agrupam e tecem suas sabedorias. Achei lindo o que escreveu e assim vou passar a seguir os seus passos e suas descobertas.
Abraços,
Liz

Anny disse...

Mõnica:
Nossa! Que sincronia...
Pois é, estou aqui por causa de um tweet seu sobre "Pessoas que gostam de flores..."
Um texto que postei no Blog Linha e amo flores e adoro Sam(@samegui) que tabém ama flores. Uma corrente. Certo?
Pois é!
Até mais.
Anny.

Mônica disse...

Adorei os comentários. Impressionante o quanto temos a falar umas às outras, não importando nossas crenças e origens. Acredito que estamos, de fato, unidas por nossa essência feminina, sem bandeiras, mas com muito amor. Também acredito que isso (o nosso amor) possa fazer uma grande diferença, não pra nós mesmas, mas pra todo o Planeta. Um abraço carinhoso e meu muito obrigada!

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