O fato é que deu
certo, seja lá a razão de tudo isso: vi que não estou sozinha,
lembrei de que pedras e tropeços fazem parte de todas as jornadas,
olhei um pouco mais pro outro e desviei a atenção de mim mesma,
recuperei o centro e a tranquilidade. Afinal, daqui a pouco, nada
disso estará mais por perto. Tudo passa mesmo, independente do nosso
julgamento sobre o que é bom e ruim!
Tudo transcorre do
jeito que deve ser e bem de acordo com a minha necessidade de
desenvolvimento. A vida é generosa, mesmo quando a bomba d´água
quebra, o cachorro entra em casa e suja tudo e depois faz o mesmo no
escritório, o vizinho demole a casa aos poucos deixando poeira pra
todos os lados, o cansaço vem antes do dia terminar, a lista de
tarefas não se esgota e falta dinheiro pra tantas contas de início
de ano. Essa mesma vida, me oferece amigos carinhosos, presentes
inesperados, a gentileza e a solidariedade de pessoas que fazem parte
do meu dia, um pé carregado de acerolas, a possibilidade de
acompanhar meus clientes em diferentes processos e aprender com cada
um deles e mais tanta coisa que não cabe em listas.
Se não dou conta de
perceber tudo isso, há a espiritualidade que só exige de mim a
confiança de que estou amparada pelo que me transcende. A próxima
vez que o cotidiano (Mercúrio retrógrado?) me tirar do eixo, vou
lembrar rápido daquela frase que está até em para-choques de
caminhões: “Ora, que melhora!” Vale pra todas as crenças e nos
faz recordar de que não vivemos a esmo, mas amparados para evoluir e
contribuir com a evolução do Mundo.