terça-feira, fevereiro 07, 2012

Entre um extremo e outro, onde está a emoção?

Foto de Renato Rocha Miranda (www.ilovemyjob.com.br/blog)
Eu pedi uma foto para ilustrar um post sobre as polaridades da vida e ele enviou esta! Eu fiquei olhando, na correria da minha cabeça, e pensei no significado que a foto teria. Pra ele, não pra mim! Por que ele associara esta foto ao meu tema? Respondi com perguntas, hábito muito forte dos jornalistas. Ele, lacônico, devolveu: “O que você sentiu quando olhou pra imagem?”
Para tudo! Não vou escrever o post sobre as polaridades agora. Prefiro ficar com a pergunta do amigo. Por hora, ela me basta. Olhei pra foto com calma. Respirei fundo. Estávamos, eu e ele, falando de arte, de emoções, de sentimentos... Eu, tão emocional, pedia fatos! Vida estranha, a nossa! Basta descuidar um pouquinho e corremos de um extremo ao outro. Perdemos a oportunidade do equilíbrio. Justo eu, que vivo buscando os fatos, para contrabalançar a minha emoção tão farta e espontânea, via-me desgarrada dela, num momento em que ela poderia se deleitar sem culpas por seus exageros.

C
orro ao outro pólo de mim. Agora, sou emoção, e assim sinto-me senhora de mim! Passeio sem economias pelas rugas daquele homem curtido pelo sol e pelo tempo. Viajo nas asas do pássaro tão livre que escolhe atender aos anseios daquele velho homem! E me emociono diante da constatação de que estou aqui, a discorrer sobre polaridades. Há tantas na foto, quanto na vida; em mim, quanto no outro. Aproveito – não é isso que devemos fazer? - essa gostosa onda de emoção. Desfruto da foto, que foi tirada em Paris, mas que poderia ter sido tirada em qualquer lugar do mundo sem que sua essência se alterasse para quem tem “olhos de ver” e de sentir. E, por favor, captem-me pelo que escrevo, mas não me peçam para explicar certas palavras, porque vou acabar indagando: “O que você sentiu?”
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sábado, janeiro 28, 2012

A Vontade domina o Medo (Lanterna Verde)

O anel que canaliza a VONTADE! Adorei! 
Esta semana, em um trabalho terapêutico em grupo, analisamos as perspectivas pessoais para o ano de 2012, tendo por base, entre outros elementos, a numerologia e os arcanos maiores do tarô. Para o meu ano, o número 16, a Torre, que traz grandes mudanças, o ruir das estruturas, perdas. Não foi por acaso que, na virada do ano, senti meu coração tão apertado. Tinha certeza de que algo que não conheço está por vir. Mas o novo só chega quando se abre espaço, ou, como na carta da torre, quando o que existe é destruído. Tenho medo! Desapegar-se do conhecido e arriscar-se pelo desconhecido é assustador. A psicanálise diz que esse movimento remete a um dos maiores medos do ser humano, o que se sente diante da morte, da finitude. A morte, nos processos de mudança, atinge algo que nos é familiar, mas que, verdade seja dita, já não nos serve.
Medo, morte... Tá faltando mais o que? Tá faltando dizer que ontem vi, com meu filho, o filme Lanterna Verde. A escolha foi dele, não se trata de uma obra-prima, mas se, como dizem, nada na vida é por acaso, a ocasião foi perfeita. O filme começa com a morte de um Lanterna Verde e, mostra, logo no início, que, mesmo para os detentores dos super poderes do anel verde, nada é para sempre. O anel, então, escolhe um substituto à altura para, dotado de novos (e super) poderes, lutar contra o mal. E quem é a grande representação do mal? Uma criatura alimentada pelo medo, uma energia tão poderosa que é capaz de destruir tudo por onde passa, inclusive os tais heróis verdes.
A energia verde, que torna os guardiões da paz planetária poderosos, é a VONTADE! Canalizada e potencializada através do anel, essa energia é capaz de tudo, desde que o guardião não tenha medo ou descrença. Ele precisa acreditar que tudo – e qualquer coisa - é possível desde que ele tenha a vontade! Se ele fraqueja na vontade, abrindo espaço para a dúvida e o medo, seus poderes ficam mais frágeis. A criatura do mal, no filme, se fortalece com esses sentimentos, que habitam todos eles, até o pequeno grupo de ancestrais imortais que comanda todos os guardiões. A cada pessoa por quem passa, a criatura se fortalece, num somatórios de “medos” que a energiza, aumentando seu potencial destrutivo. Ninguém sobrevive ao MEDO!
E o nosso herói, cuja vida é modificada depois que o anel o escolhe como guardião? Ele tem tanto medo que não consegue dominar sua vontade. Aliás, é esse sentimento – que ele não confessa nem pra si mesmo – que o impede de conquistar as coisas que mais deseja na vida, incluindo, claro, a mulher amada! Mas é justamente quando olha pro seu próprio medo, aceitando sua humanidade e suas limitações, é que consegue fortalecer sua vontade, combatendo o MAL. É claro que isso exige muito dele! É um embate difícil, onde ele precisa acessar suas crenças, renovar sua fé e acreditar, a cada instante, que está dando tudo o que pode para vencer! E ele, claro, vence! Não poderia ser diferente, não é?
O filme tem muito mais, mas qualquer semelhança com os meus sentimentos diante deste 2012 de mais mudanças não é mera coincidência. O medo tem mania de bater na minha porta e é preciso muita vontade para vencê-lo! O bom é saber que basta isso – a minha VONTADE – para chegar tão longe quanto as vibrações deste ano pretendem me levar. É uma batalha diária, mas a vitória é certa, porque já vi o fim desse filme e ele é maravilhoso! Como o herói humano, conto com amigos que, com muito amor, me ajudam a retornar ao meu centro e reencontrar a força que tenho dentro de mim, capaz de me tornar igualmente superpoderosa! Mas, como ele, também não estou dispensada das lutas, das feridas e das quedas. Não sei o que rege seu ano (amanhã publico um post pra todo mundo fazer essas continhas), mas sejam quais forem os monstros que enfrentar, a VONTADE está dentro de você! Vamos em frente 2012!

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