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sábado, junho 18, 2011

Saboreando a vida...

Aquecendo a vida com o elemento FOGO
Tenho escrito pouco no blog, mas não tenho me cobrado mais do que o passo seguinte. Um passo de cada vez tem sido meu lema, visto que ando às voltas com ciclos de mudanças em quase todos os domínios da minha vida. Além da não me cobrar mais do que o hoje, aprendi a saborear cada momento, cada um desses passos. E foi assim que esqueci do tal do inferno astral que dizem anteceder em 30 dias a data de nascimento.
Quando me lembro do mês de maio, anterior ao meu aniversário, me dou conta de que passei boa parte do mês doente e finalizei processos emocionais com todas as consequências que isso traz, pra todos os envolvidos. Mas nem assim lembrei desse tal de inferno astral. Pensando no que o momento presente queria me ensinar, mesmo quando estava com dor – física ou emocional, agradecia a oportunidade da experiência. Confesso que, durante esses últimos dias, houve momentos em que, por motivos objetivos ou não, duvidei de que conseguiria chegar ao próximo dia. Mas tudo passa. E, verdade seja dita, ignorei esse inferno astral. Fiz esse balanço meio que por acaso, numa conversa com amigos, no dia do meu aniversário... mas aí já não havia mais riscos: qualquer energia de perturbação, segundo algumas crenças, já teria se dissipado.
O resultado da experiência de viver um dia de cada vez tem aparecido em pequenos e grandes acontecimentos no meu dia a dia. Mais presente, sinto-me, também, mais conectada ao fluxo universal, experimentando situações de sincronicidade, que, em outras fases, chamaria simplesmente de coincidência. Quando meu desejo é genuíno, vejo as situações mais difíceis se resolverem e, mesmo acreditando no fluxo da vida, custo a perceber que não há obra do acaso, mas uma conjuntura influenciada por meus pensamentos.
Poderia listar um monte de acontecimentos, pequenos e grandes, que me pegam de surpresa todos os dias, quando abro mão das expectativas, permitindo-me fluir ao ritmo da vida. É claro que não mantenho essa “vibe” o tempo todo e, muitas vezes, me pego querendo controlar a minha vida, a do outro e a de quem mais passar por perto... Nessa hora, tudo desanda, perco o eixo e sofro. Mas é jogo rápido, a maior conquista não é a perfeição, mas a agilidade para retormar o caminho de sua busca... Conto sempre com esse misterioso fluxo da vida para me empurrar de volta para o caminho!

domingo, abril 24, 2011

Renascendo na Páscoa!

Embora ninguém possa voltar atrás e fazer um novo começo, qualquer um pode começar agora e fazer um novo fim. (Chico Xavier)
A frase ecoou na minha cabeça neste domingo de Páscoa. É isso que aprendi na minha formação religiosa: todos os anos repetia que Páscoa era um momento de renovação, renascimento, transformação. No ritual católico, passam-se 40 dias em que os devotos se reconhecem com pó (ou, simbolicamente, cinzas) para ressurgirem com Jesus, cuja ressurreição celebra-se na Páscoa. Eu sempre soube disso, faz parte do conjunto de crenças da minha família; mas a verdade é que eu nunca senti no meu coração o que, de fato, isso significava. Hoje, a famosa frase de Chico me parece perfeita. Acreditando ou não na ressurreição, todos temos uma nova oportunidade, todos os dias.
Andei meio na bronca com alguns ritos que celebram as oportunidades de recomeço pela via da culpa. Mas, pensando melhor, deixando a culpa de lado, há muito de verdadeiro no rito das cinzas. Ninguém se transforma sem virar pó e todas as crenças e filosofias repetem a mesma história, à sua maneira. A vida é pontuada de pequenas e grandes transformações. E isso independe das escolhas de cada um.
Penso em mães e filhos. Eles crescem, modificam-se e, com isso, as vidas das mães se transformam. Não há o que se possa fazer a esse respeito. No entanto, há mães que sofrem quando suas crias saem de casa; outras, que se negam a aceitar que as crianças cresceram; entre tantas outras histórias. Mas todas as mães se transformam. O que difere, a meu ver, é o nível de consciência desse processo, que pode trazer a aceitação e, junto com ela, a capacidade de deixar-se conduzir pelo fluxo da vida. Há, em tudo isso, uma inevitável parcela de dor, para os que crescem e assumem suas responsabilidades; para os que se veem obrigados a preencherem suas vidas com novas atividades.
Todos passam por algum desconforto para ingressar em uma nova fase e com outros aspectos da vida, não poderia ser diferente. Um corpo saudável, por exemplo, requer alimentação balanceada e o fim do consumo de alimentos que, para muitos, são fonte de prazer, como frituras, doces e refrigerantes. Quem nunca ouviu frases do tipo: “ficar sem refrigerante, pra mim, é a morte!” Estamos sempre deixando algumas coisas de lado para conquistar outras. E isso é inerente à vida.
No entanto, podemos resistir e manter-nos atados a fases, lugares, profissões que já não nos fazem bem. Escolha? Talvez. Para mim, é tudo questão de consciência. Este sim, o grande “barato” da vida! É ela quem nos conduz, de olhos abertos, pela aventura de viver, fazendo-nos sentir a “dor” da transformação e o imenso prazer de renascer. Então, desejo a você muitos renascimentos, nessa Páscoa, sem medo do “pó”, reconhecendo – de olhos bem abertos – as dores de deixar morrer os aspectos que precisam ser transformados para um glorioso ressurgir! Paz e alegria!

domingo, julho 11, 2010

Entre um lado e outro

Sim e não, risos e lágrimas, certo e errado, bom e ruim, grande e pequeno. A vida é cheia de polaridades. E isso faz parte do equilíbrio do Universo, independente de nossas crenças. Em qualquer área da vida, um polo não existe sem o outro. Basta pensar em claro e escuro, para reconhecermos que não haveria vida possível exclusivamente em um extremo ou outro. Buscamos, então, instintivamente e naturalmente, o equilíbrio, que inclui a compreensão ou a experiência das muitas nuances existentes entre um polo e outro e uma dose equivalente de ambos. Acho que acaba sendo assim com tudo na vida. Não entendo, portanto, porque a maioria de nós evita e, às vezes, teme o escuro.
Agora falo de mim, que sempre evitei gritos, caras feias, confusão, maldade, negações, decepções e tudo o mais que pudesse me fazer chorar ou trazer-me algum incômodo. No fundo, achava que mantendo-me no lado do bem, estaria segura e protegida. E assim fiz minhas escolhas, evitando os obstáculos e as partes sombrias do caminho da vida, aquelas que, na verdade, tinha dificuldade de aceitar. O que eu não sabia é que esses obstáculos fazem parte da vida e integrar o claro e o escuro dentro de mim é parte da minha missão de vida, provavelmente, compartilhada por todos nós.
Pode parecer óbvio, mas levei algum tempo, para aceitar que todas as polaridades habitavam em mim. Não era uma questão de escolha. Estão todas aqui. Só compreendendo o escuro, posso usufruir realmente do claro e assim, sucessivamente, com os outros extremos que co-existem em mim. Está sendo um processo longo e, pelo visto, contínuo. Hoje, em coisas corriqueiras, como um não, percebo uma oportunidade de amadurecer e me pergunto: por que não passei por isso antes? Evitando confrontos, não se deixa de sofrer, deixa-se de viver.
Agora, vejo que cada negativa me fortalece; cada fracasso me prepara para o sucesso e cada desencontro me conduz ao verdadeiro encontro ou a mais um bom encontro. Também me pergunto se isso é hora de aprender. Acho que estou atrasada para uma moça de 43 anos, mas então me dou conta de que estou de novo em um dos polos da vida e de que há muito mais entre os conceitos de tarde e cedo do que “possa supor a minha vã filosofia”.


“Não desanimo, porque cada tentativa errada que descarto é mais um passo a frente.” Thomas Edison
* O quadro é da amiga e leitora Eliane @emrismael www.corearte.com

sexta-feira, julho 09, 2010

Para que mais?

Os excessos têm sido a causa de muitos males. Talvez neles resida a maior parte dos problemas da humanidade atual. Exagero? Não! Basta refletir sobre o que as pessoas têm feito em prol de si mesmas para obterem mais e mais. Em todas as esferas da vida, há quem queira mais e mais. O que ocorre é que, quando se tem mais do que precisa, tira-se algo de alguém. Desequilibra-se uma balança que rege o fluxo da vida. Quando desequilibrada, essa balança dá origem ao caos social que se experimenta hoje.
Que excessos há em sua vida? Eles começam com o simples uso irracional de recursos naturais. Hoje corre-se o risco de habitar-se um planeta desprovido de águas limpas, busca-se novas fontes de energias e vê-se a deterioração de belas paisagens naturais pelos excessos cometidos contra a natureza de onde ainda se extrai mais e mais.
Nas relações humanas, vemos o mesmo tipo de abuso que gera um sentimento corrente de desconfiança. Isso para não falar daqueles que à custa de práticas desonestas, em qualquer proporção - pois não há diferença entre “se dar bem” com um real ou com um milhão - acumulam bens que deveriam estar nas mãos de outros.
Há muito o que se refletir, porque todos nós, em alguma medida, cometemos excessos que contribuem para desequilibrar essa balança pojetada pelo Criador. Se não gostamos das consequências que experimentamos hoje, que tal fazermos nossa parte? Pode ser que perdendo algo estejamos ganhando e contribuindo para um mundo mais fraterno.
* Texto/mensagem enviado por um amigo

segunda-feira, junho 21, 2010

E esse aperto no coração?


Não sei se é exclusividade feminina, o fato é que nunca ouvi um homem dizendo que o coração está apertado. Mas eu falo do que sinto. Hoje, de causa desconhecida. E esse é o pior tipo de aperto, aquele cuja razão se desconhece.
De repente, penso na urgência de uma família em encontrar o corpo daquele ser querido que morreu. Há tantas outras urgências que desenvolvemos só pra ter uma evidência inquestionável do fato, do que foi feito de nossas vidas. Todos temos, em alguma medida, o legado de São Tomé, da história bíblica. Precisamos de provas irrefutáveis para seguir adiante, pra pensar novos caminhos, pra dar conta da morte do que ou quem quer que seja. Dificilmente, aceitamos o fluir, a sucessão de acontecimentos ou sentimentos. E aqui estou eu tentando explicar o aperto no coração, entender o seu significado, quando, talvez, o melhor fosse apenas sentir, sem se incomodar, e deixá-lo manifestar-se como quisesse até que desaparecesse. Sim, porque tudo desaparece um dia, acho eu! Inclusive cada um de nós, na vida como a concebemos.
Pode ser que seja o medo da morte que nos assombre, em todas as suas manifestações. Acredito que muito lá no passado nossos ancestrais tenham tido medo apenas da morte do corpo físico. Hoje, estendemos esse medo a tudo o que nos cerca. Tememos a morte de ciclos, amores, amizades, empregos... O medo justifca-se pelo completo desconhecimento do que está por vir. Ainda que a vindoura novidade seja positiva e carregada de bons presságios. Em jogos de cartomancia, por exemplo, o temido caixão de defunto não chega a ser uma carta negativa, pois aponta a morte de algo para a evolução ou o surgimento de novos eventos.
Tem que morrer pra germinar, é o tema de um outro texto que escrevi aqui, e, também, talvez por esse mesmo motivo, um dos links mais acessados por mecanismos de busca que acessam o blog. Como temos medo de deixar morrer, de desapergar, de confiar na existência de um fluxo de vida; resistimos. Deve ser por isso que o coração aperta e a gente fica sentindo essa força sem saber porque. Ou sem querer saber!

domingo, maio 09, 2010

No fluxo da vida...AGORA

“A tarefa de nos tornarmos quem somos nós...” Acabo de ler essa frase no jornal e fiquei me perguntando de onde vem essa obsessão e dificuldade de se viver a própria verdade. Fui tomada de alguma melancolia ao perceber que essa busca é contínua e implica em muitos momentos de abandono, de perda mesmo. Como mudamos a toda instante, estamos sempre nos redescobrindo diferentes e, para continuarmos fiéis a nós mesmos, temos de liberar aquela parte de nós que não nos serve mais. E sempre há dor nessa espécie de amputação. O lado bom é que, ao extirpar a parte necrosada, surge uma nova ainda mais forte e, certamente feliz, que nunca se sabe quanto tempo persistirá como tal, nesse movimento contínuo da vida.
Sempre acho que a arte dá conta muito bem dessa questão, pois exprimindo o potencial da natureza humana o artista alivia a sua dor e proporciona a outras tantas pessoas o encontro consigo mesmo, além do alívio das próprias dores. Os escritos ancestrais, milenares e religiosos estão recheados de referências à morte e renascimento, que devido à constância com que acontecem no decorrer de nossas vidas, deveriam ser processos mais fáceis. Mas acho que são, para aqueles que conseguem perceber a vida como fluxo contínuo e aceitá-la dessa forma. Pensando bem, só há dor da perda se julgamos permanente o que certamente passará. Na vida, tudo é transitório mesmo. Por isso, é difícil de entender essa mania que a maioria de nós tem de achar que nada passará. A beleza da juventude passa, os filhos passam, amigos vem e vão... tudo passa!
Exercitar o desapego, o viver no presente e ater-se ao agora é um aprendizado para a conquista de momentos felizes. Acho um dos maiores aprendizados da vida e, com certeza, tem sido, pra mim, um grande desafio. “Renda-se”, virou palavra de ordem que fico ditando pra mim mesma. E volto-me, algumas vezes, pro livro O Poder do Agora, de Eckhart Tolle, de onde copiei o parágrafo seguinte:
“O que poderia ser mais insensato do que criar uma resistência interior a alguma coisa que já é? O que poderia ser mais insensato do que se opor à própria vida, que é agora e sempre agora? Renda-se ao que é. Diga “sim” para a vida e veja como, de repente, a vida começa a trabalhar mais a seu favor em vez de contra você.”
Acabo de me dar conta de que hoje é dia das mães. Me darei de presente um dia presente! Vivendo somente o AGORA!

Mais sobre O Poder do Agora:
Resenha
Video
No blog:
Simplesmente Agora
No Flickr:
Flores de todas as cores (homenagem às MÃES)

sexta-feira, fevereiro 12, 2010

"Tem que morrer pra germinar"

Tem que morrer pra germinar. Ia escrever sobre isso depois, mas uma conversa com amigos me fez acelerar reflexões que começaram com a compra de três pares de sapatos em uma semana. Gostar de compras, sapatos e, mais ainda, de liquidações não me distingue de quase nenhuma mulher. Mas eu já havia me prometido que não ia mais embarcar no apelo dos sapatos pela metade do preço que depois empilham-se no meu armário porque não combinam com as roupas ou apertam os pés. Mas, esta semana, não resisti. Meu argumento pra mim mesma foi a promessa de que limparia a sapateira, pra onde corri assim que cheguei em casa. Vi o sapatos velhos e não consegui me livrar de nenhum. Afinal, eles ainda podem ser úteis.
Depois, parei pra pensar na minha dificuldade de fazer escolhas. Assim como todos os sapatos me parecem úteis, acumulo roupas, amizades, hábitos, entre outras coisinhas, que não me servem mais. É apego. Não consigo me desvencilhar facilmente das coisas, elas é que se desvencilham de mim. Preciso limpar a casa, os armários, a vida e fico dando voltas. Talvez seja preguiça, porque cada sapato velho que jogamos fora traz a necessidade de adequação ao novo. Novas formas de uso, novas combinações e o risco daquele sapato desconhecido machucar o pé em algum lugar. Assumir riscos, ainda que seja o de uma bolha, ainda me assusta.
Daí que, quando escutei hoje “tem que morrer pra germinar”, fiquei incomodada. Como a criatura que não se desvencilha dos sapatos vai renascer? Aí as associações começaram: a aparente morte da lagarta, pra virar a linda borboleta; a semente e lá vamos nós numa sucessão de exemplos. Tenho pensado muito sobre isso. Mas morrer? Será que não dá pra segurar um pouco de mim? Eu mesma me respondo: não! Por mais difícil que seja, não há como mudar e ficar igual, crescer e ficar pequeno, numa linguagem meio tosca, mas que – a meu ver - traduz os processos de evolução da vida.
Corro pra sapateira. Será mais fácil começar por eles. Tirei as velharias todas do armário e coloquei num saco. Já encaminhei. Quem sabe o descartar dos sapatos não se irradia para outras áreas da vida? O propósito é o mesmo: sapatos mais novos e bonitos, uma vida mais plena e feliz, trabalhos mais gratificantes e prósperos, equipe mais motivada e integrada. Só não posso dizer que isso é indolor.
* Esse casulo que fotografei já deve ter sido rompido por uma linda borboleta.
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