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segunda-feira, fevereiro 03, 2014

Uma nova mulher, uma nova coach

Luz!
Levei um tempo para colocar os pés no chão. Foram nove meses olhando para mim mesma, para o outro e para o mundo; descobrindo coisas novas sobre esse conjunto (eu, o outro e o mundo) o tempo todo; despindo-me de máscaras que sequer sabia existir. O curso chegou ao fim, fui certificada como coach ontológico e isso só significa que o caminho continua, continua e continua. Não há fim quando desejamos ser melhores a cada dia. Não importam os cursos, a experiência de vida ou os livros lidos: o aprendizado é contínuo, infinito. Então, o coaching ontológico “só” um marco na minha linha da vida, mas um marco que merece ser muito celebrado, pois depois de nove meses me senti renascer. Há algo novo em cada pedaço de mim e um senso de propriedade que só faz crescer.
Então, me permiti umas semanas para me acostumar
a esse novo eu. Até porque tudo que é novo causa estranhamentos e eu ainda estou assim: estranha, aprendendo a usufruir desse novo mundo que se apresenta agora para mim. Comemorei (e ainda comemoro) com amigos, família, mas comigo mesma organizei uma celebração especial e realizei o sonho de conhecer a Ilha de Páscoa, um lugar cheio de encantos, magias, histórias, sinais. Lá esse novo conjunto – EU - sentiu-se abençoado pela natureza e por toda a energia que está impregnada nas rochas que formam aquela pequena ilha. Cada dia em Rapa Nui era um dia especial, que anunciava, confirmava, exibia, revelava de alguma forma o novo em meu ser!
Aos poucos estou conseguindo caminhar com esse conjunto de emoções, corpo e linguagem, que estabelece em mim uma nova (e ás vezes desajeitada) coerência. E desajeitado, aqui, não tem nada a ver com confuso. Vou enxergando com clareza, mas sem certezas, e sentindo vontade de experimentar o que a vida me oferece. Vou me definindo, sem pressa, como oferta para o mundo, feliz demais por poder acompanhar outras tantas vidas que também buscam evolução, aprendizado, desenvolvimento, plenitude, alegria, serenidade... Ser coach, pra mim, é algo mágico e não tem nada a ver com ter as respostas certas. Tem a ver com fazer parte desse movimento em que pessoas buscam viverem cada vez melhor consigo e com os outros em todos os âmbitos.



terça-feira, outubro 01, 2013

Música para acordar!

Preciso descobrir que animal é esse que me acorda de madrugada com o seu som. Acho engraçado.
Pássaros do meu "quintal"
Vivendo numa Cidade como o Rio, poderia ser acordada por muitos barulhos: sirenes, caminhões, batidas de carros, tiros, música alta, gritos... Em vez de aborrecida, fico grata, por poder acordar com o som do que me parece um pássaro. Hoje, levanto-me. Vou aproveitar o momento para agradecer. Desde que comecei a escrever este blog, em 2009, tenho abraçado transformações profundas em minha jornada de vida. Se alguém me pedisse, há cinco anos, uma projeção do futuro, jamais descreveria-o como o meu presente. Sequer imaginaria-o.
Curiosamente, no momento em que experiências vividas passam por mim para encontrar seu lugar, liberando-me para viver o presente, volto-me para a minha ancestralidade. A vida é circular. Reconhecer a importância de cada pessoa que me antecedeu em minha árvore genealógica me dá uma dimensão maior de mim mesma. Sinto a força de pertencer a um grupo familiar e segurança para alçar voos mais altos: a qualquer momento posso voltar às raízes. E sempre volto.
Tenho vivido cada dia de minha jornada intensamente. Não desperdiço um. Nem que a escolha de um determinado dia seja perceber, reconhecer, acolher alguma resistência ao novo que se apresenta sempre, ao medo diante do desconhecido, à raiva oculta e outras tantas emoções que fazem parte da minha vida. Às vezes, vai-se o dia sem que dê conta daquela emoção. Durmo com ela. Não há jeito. Posso acordar e encontrá-la no mesmo lugar. Ou não. Há emoções que misteriosamente diluem-se na noite, enquanto durmo. Nada é perda de tempo porque tudo sou eu. E se volto ao ponto de onde saí, sinto gratidão, porque desse ponto descubro o quanto percorri. É como voltar pra casa, nesse caminho que faço dentro e fora de mim.
Eu não sabia que havia escolhido um período sabático. Podia tê-lo aproveitado melhor, tivesse eu dado-lhe este nome. Palavras mudam a vida. Agora sei disso. Chamei-o de período de transição e tomei-o para mim de forma mais dura do que precisava. Não vou dizer deveria. Porque, em se tratando de vida, “dever” não me parece o melhor verbo. Nem sempre dou conta, com meu corpo e minha emoção, do “dever”. Quando continuo achando que “devo”, o que posso me parece tão pouco. Fiz o melhor que pude ou o melhor que quis, e, se resisti quando poderia simplesmente deixar fluir e aproveitar, talvez tenha sido para experimentar outros sentimentos e colecionar maior diversidade deles. Todos ajudam imensamente no trabalho que conduzo hoje.

Agora, ao som das cigarras, que parecem ter substituído o misterioso e barulhento pássaro, agradeço. Só descobri meu sabático quando ele parece estar chegando ao final. Sinto-me iniciando uma nova fase, uma nova jornada. E me dou conta de que, de novo, não há nada de novo. De verdade, recomeço todos os dias. Pena que, em alguns dias, tão envolvida nos “deveres”, nem me dê conta das novidades que a vida me traz. Como não me dei conta do sabático. Por isso escolhi abrir os olhos e escrever. Não queria correr o risco de deixar essa sinfonia passar despercebida, tornar-se irrelevante. Estão todos acordados: amanheceu e, além das cigarras, outros tantos pássaros juntam-se à sinfonia. Agradeço, desperta, ao Universo generoso. A maior beleza de fazer o que posso é que as possibilidades são sempre infinitas e, a cada dia, posso descobrir novos “poderes”. Bom dia!

sexta-feira, março 08, 2013

Violetas em casa: cuidando e nutrindo a vida


Já tive uma coleção linda de violetas. Aquela planta que a gente compra baratinho no supermercado, coloca na mesa e quando morre joga fora, com vaso e tudo. Pois é, eu gosto delas a ponto de, quando a minha coleçãozinha estava no auge, comprar livros pra me instruir. Multiplicava, adubava, entre outros cuidados. Até que uma praga bobinha exterminou algumas. Fiquei tão chateada, sem tempo para os cuidados que a tal da praga exigia, que descuidei nas regas, e, assim, perdi minhas plantinhas. No ano passado, resolvi voltar a cuidar do meu jardim, que andava muito abandonado. Na onda, comprei novos vasinhos de violeta, comecei a regar, a replantar e elas estão indo. A primeira mudinha nova já começa a vingar. Olho pra elas todos os dias, rego alguns dias e fico muito feliz com os resultados, que me fazem pensar que as violetas reproduzem exatamente o que acontece nos demais aspectos da minha vida.
Sucesso profissional, por exemplo, carece da mesma gama de cuidados que as minha violetas. Contínuos, regulares, em volume e intensidade adequados. A aquisição de conhecimentos nutre a nossa carreira, tanto quanto bons contatos e conversas que deixam nossas mentes mais férteis. Transferência do que se aprende, é como a multiplicação das minhas violetas, só amplia o que já se tem. Participar de palestras e demais eventos que tenham afinidade com a área de atuação escolhida, são tão saudáveis quanto ler livros e revistas, acompanhar sites e ler artigos sobre assuntos que trazem frescor ao que o já sabemos. Exige tempo, é claro, assim como as minhas plantas, no entanto, mais importante que o tempo é a regularidade. Quando incorporamos esses cuidados à nossa rotina, os efeitos aparecem imediata e significativamente em nosso desempenho profissional.
E o que dizer dos relacionamentos? Filhos, amigos, cônjuges, pais, namorados: para manutenção de relacionamentos prazerosos, profícuos e satisfatórios, todos demandam cuidados, nos mesmos padrões das violetas. Não há forma de ver uma relação crescer e vingar senão pelos cuidados regulares. Digo aos meus filhos, diariamente, como um mantra, que os amo. E, ás vezes, pergunto se eles já sabem desse amor. São todos homens, mas, nessa hora, olham-me com ternura, fingindo aquele enfado próprio da adolescência, e dizem, “claro, né mãe”. Mas penso que esta é uma forma de não deixá-los esquecer e de alimentar esse amor, para que eles possa multiplicá-lo pela vida. Com seus amigos e com as figuras femininas que passarem por suas vidas: das namoradas às avós.
Há relacionamentos que começam despretensiosamente, mas que recebem tantos cuidados que vão crescendo, estruturando-se, ganhando corpo e quando vemos já estão lá, ocupando uma parte importante da nossa vida. Só porque foram regados e adubados, tal qual minhas violetas. Parece bobagem dizer “eu te amo” todos os dias, ligar pra saber como foi a reunião ou o trajeto de casa pro trabalho, se o outro chegou no horário na consulta de rotina. De novo, não é o tempo, mas a regularidade, que promove o crescimento saudável. A falta deles é exatamente como a falta da rega para as plantas: faz as relações murcharem até se deteriorarem de vez.
Poderia falar de tantos outros aspectos da vida, como o espiritual, o físico e o financeiro cuja vitalidade depende de cuidados com as mesmas características. Em nenhum aspecto, no entanto, tanto cuidado impede o surgimento de pragas. Elas estão por toda a parte e podem dizimar não só uma coleção de plantas, mas também uma carreira ou uma relação. Nessa hora, não tem jeito: há que se priorizar e dedicar mais tempo aquilo que se pretende recuperar. Aceitando o fato de que, às vezes, o caminho é simplesmente deixar ir e aceitar a transformação... da carreira, do emprego, da relação, da planta, da própria vida. A despeito de nossos cuidados, a despeito de nossos quereres.
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